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5 Dicas para o teu Primeiro Emprego

5 Dicas para o teu Primeiro Emprego

19 de Setembro de 2013

Muitas são as questões que surgem quando chega a hora de procurares o primeiro emprego. Refiro-me ao primeiro emprego, como aquele que sucede ao curso/ensino, não aquele trabalho que tiveste no Verão ou em part-time durante os estudos. Falo do primeiro trabalho onde vais, de facto, mostrar os frutos colhidos enquanto estudante, quando te contratam pela tua caminhada estudantil.

Todos os anos por esta altura, quando abrem as verdadeiras ações de recrutamento com Setembro em vista, milhões de jovens que concluem a sua escolaridade vão em busca do primeiro emprego. Os que conseguem uma entrevista podem considerar-se com sorte, têm a possibilidade de contatar com alguém responsável pela contratação de pessoal e conhecedor do meio. O networking começa aqui. Passando essa fase começam a surgir as primeiras incertezas mas uma coisa é certa: precisas de estar preparado para tirares o melhor dessa primeira oportunidade.

A revista Harvard Business Review, considerada uma revista de excelência no mundo profissional, recomenda cinco aspetos que deverás pôr em prática no primeiro emprego. Estas sugestões ajudar-te-ão a ultrapassar as desconfiança que possas ter em ti mesmo, uma vez que vais trabalhar com pessoas extremamente experientes (ou não) e que te vais sentir como o elo mais fraco. É importante perceberes que tu és o junior, a situação é puramente normal.

1. Não “finjas até que consigas”.

Muitos trabalhadores juniores, que estão à procura do primeiro trabalho, tentam mostrar que sabem mais do que realmente sabem. Querem mostrar serviço. Este comportamento advém do sentimento de necessidade em mostrar que é conhecedor, dar respostas à organização, e são incapazes de admitir que não têm experiência ou que não percebem determinada coisa.

Se te comportares desta forma apenas irás compensar a tua falta de confiança com excesso de confiança e nem sequer te aperceberás que quem está do outro lado sabe perfeitamente a tua atual condição. O objetivo das empresas com contratações de profissionais novos no mercado não é contratar uma pessoa experiente – o objetivo é contratar a pessoa que lhes pareça indicada para aprender e progredir rapidamente, passando a dar resposta às necessidades.

Em vez de fingires, faz com que o conteúdo do teu potencial fingimento se torne realidade através de conhecimento e das habilidades dos teus colegas mais experientes e utiliza o teu primeiro trabalho como uma fonte de experiência.

2. Nunca almoces sozinho.

Uma das melhores coisas que o primeiro trabalho te dará é a experiência e a aprendizagem. Todos os teus colegas, desde a empregada de limpeza, colegas da logística, chefes ou o CEO da empresa (se conseguires lá chegar), irão ensinar-te alguma coisa. E cada um deles poderá ser um amigo e um mentor na tua carreira.

Vendo as coisas noutra perspetiva, a tua proximidade com o máximo de colegas possível não só é boa porque te podem ensinar as coisas mais positivas, como ainda te vai permitir aprender com as coisas menos boas, com os erros.

Uma lição importante a retirar deste ponto: nunca estejas sozinho, utiliza a inteligência e o conhecimento que existe na tua organização, a experiência das pessoas. Trata-as com respeito, não hesites em colocar questões. Coloca muitas questões.

3.  Estabelece limites para evitar a depressão.

És inexperiente e não sabes lidar com situações complicadas, como por exemplo a ideia de que o trabalho nunca está terminado. O hábito dos exames, projetos de faculdade, em grupo ou individuais, tudo isso tinha prazos pré-definidos pelos quais te podias guiar no seu desenvolvimento. Porém, quando chegas ao mundo profissional, o caso muda de figura e torna-se difícil atingir a perfeição, não existe uma escala de 0 a 20.

A tua vontade é mostrar serviço, de tal forma que chegas a ficar ansioso por conseguir um desempenho acima da média, tentas que os teus chefes fiquem altamente satisfeitos contigo e começas a trabalhar horas e horas a fio, horas extra que não são pagas, horas extra que muito possivelmente ninguém irá valorizar. Esta é a altura certa para aprenderes e começares a impôr limites a ti próprio que te permitam balancear o esforço e evitar o caminho para a depressão.

Esta última só irá prejudicar-te, vais perder em termos de produtividade, motivação e vais começar a viver muito mais infeliz. Define períodos de pausa entre tarefas, o trabalho extra ou o esforço extra não é uma coisa que seja necessária todos os dias; o importante é que quando for preciso tu estejas lá! Faz um balanceamento entre o trabalho e a vida. Nunca te esqueças, o extra deve ser a exceção e jamais deverá ser a regra. Mas quando é, põe todo o brio no que fazes.

Uma curiosidade: existem empresas onde quem sai às 7 da tarde ouve bocas do género “então, vais agora almoçar?” Esquece, ainda agora começaste e já é hora de deixares o barco.

4. Ajuda os teus colegas e clientes.

Um erro muito comum na faixa etária mais jovem é a preocupação em subir na hierarquia de forma competitiva e desafiadora para com os seus colegas em vez de o fazerem humildemente enquanto procuram ajudar, de alguma forma, colegas e clientes.

O respeito conquista-se com respeito, e mais facilmente serás associado a uma ideia positiva se trouxeres contigo uma atitude positiva para com os outros do que uma atitude rude e altiva, onde atropelas quem te aparecer à frente com o objetivo de mostrares serviço e subires na hierarquia.

Jim Collins escreveu sobre como os grandes líderes combinam sempre humildade e determinação feroz. Servir com humildade e mantendo foco nos outros, pode ser uma ótima maneira de desenvolveres liderança e reunir o apoios dos teus colegas de trabalho.

5. Trabalha duro e aparece na hora certa.

Quantas vezes a força não ganhou à habilidade? Muitas vezes o trabalho duro pode derrotar e ser tão importante quanto o talento e a habilidade para o sucesso profissional.

Existe a regra das 10.000 horas, onde Malcom Gladwell afirma que para ser realmente boa nalguma coisa terá que perder 10.000 horas a trabalhar nessa coisa. O importante não é o esforço brutal através de horas extra e uma ausência completa da vida social. O importante é fazeres bem e esforçado quando realmente importa, na hora H.

Estas sugestões irão ajudar-te a obter uma experiência valiosa no teu primeiro trabalho, enquanto fazes o balanceamento entre a incerteza e o stress que te trará um ambiente deste tipo. Mas não fazem milagres e cabe a ti pensar sobre elas, saber como pô-las em prática, onde e quando.

Por Hugo Sousa
www.mexxer.pt

 

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