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Mulheres trabalham mais 61 dias por ano sem remuneração em comparação com os homens

Mulheres trabalham mais 61 dias por ano sem remuneração em comparação com os homens

3 de Novembro de 2016

As mulheres portuguesas trabalham, em média, mais 61 dias por ano sem remuneração, em comparação com os homens, apesar dos progressos conseguidos em termos de habilitações académicas e experiência profissional.

Esta é a conclusão da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), que esta quinta-feira, 3 de Novembro, assinala o Dia Europeu pela Igualdade Salarial, e pretende alertar para o número de dias em que as mulheres trabalham, por comparação com os homens, sem remuneração.

De acordo com os dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (GEP-MTSS), os salários médios das mulheres são inferiores em 16,7% aos dos homens, o que corresponde a menos 61 dias de trabalho remunerado.

Ou seja, de acordo com a CITE, “seria como se a partir de 1 de Novembro as mulheres deixassem de ser remuneradas pelo seu trabalho, enquanto os homens continuavam a receber o seu salário até ao final do ano”.

Apesar de a diferença salarial entre géneros ter diminuído de 17,9% para 16,7%, entre 2013 e 2014, as desigualdades salariais persistem entre homens e mulheres.

“Uma das principais razões para esta redução terá sido o aumento do salário mínimo nacional, em Outubro de 2014, uma vez que a proporção de mulheres abrangidas pelo salário mínimo é consideravelmente superior à dos homens”, destaca a CITE.

No entanto, a Comissão chama a atenção para o facto de esta “desvalorização salarial ocorrida em 2014 poder também ter contribuído para a redução da disparidade salarial de género, por ter incidido com maior acuidade nos salários dos homens, tendencialmente mais elevados”.

A este propósito, os dados apontam que a remuneração média mensal base dos homens diminuiu 0,9% em 2014, o equivalente a menos 9 euros por mês, face ao ano anterior, enquanto a das mulheres sofreu uma redução de 0,5%, ou seja, menos 4 euros por mês.

A CITE estima, contudo, que “o acordo relativo à actualização do salário mínimo nacional, com efeitos desde 1 de Janeiro de 2016, possa ter um impacto positivo do ponto de vista da redução da disparidade salarial de género”.

Já ao nível europeu, dados da Comissão Europeia (CE) indicam que o salário médio por hora das mulheres na Europa é 16,7% mais baixo do que o dos homens, ou seja, “as mulheres trabalham de graça durante 16% do ano”.

A CE adverte que “ao ritmo actual, as disparidades salariais entre homens e mulheres estão a diminuir tão lentamente que até 2086 as mulheres não auferirão o mesmo que os homens”.

Fonte: Lusa, Jornaleconomico.pt

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